Desculpa por
agir daquela maneira, dando a entender que não queria mais conversar com você,
que era uma criança que estava ali. Eu tentei evitar não ser assim, tão
dramática e confusa. A tristeza me pegou como se fosse uma gripe inesperada. Do
nada fiquei tão mal, no fundo eu sabia o que era, mas naquele momento minha mão
gelou, eu só pensava em me trancar no meu quarto e esquecer esse mundo louco.
Olho no espelho e vejo como mudei, mudei para pior, me tornei uma menina fria,
amarga, egoísta, falo tanto de amor e nem sei amar.
Na verdade, não
tenho coração, tenho pedaços deles que pessoas machucaram, quebraram. São as
mínimas coisas que me machucam e nessas mínimas coisas que se tornam enormes para
mim, as palavras malditas se tornam um soco em direção a minha cara e faz um
estrago assustador. Carrego tanto trauma dentro de mim, tanto desamor. Estou
começando a acreditar que os palhaços que alegram a vida das pessoas, dentro de
si é a tristeza que reina, essa sempre será a realidade.


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Q lindo, parabéns!
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